jump to navigation

A música de Angola Agosto 30, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
Tags: , ,
2 comments
Sérgio Guerra
Reprodução: Capa: Hugo Aranha JR. Foto: Sérgio Guerra

Gravação surpreendente, quase despercebida da grande mídia, Quintal do Semba é muito mais que um documento. É História. É a presença angolana revitalizada e mostrando ao mundo sua excelência musical. Nos estúdios da Rádio Nacional de Angola se reuniram os principais nomes da música daquele país e desfilaram verdadeiras peças preciosas do que mais tradicional existe em ritmo na África. Ao mesclarem o novo com o mais antigo, traduzem – sim, em tempo presente – a força de um continente. Semba ou massemba ou ainda umbigada em quimbundo, língua angolana, tem muito do que conhecemos no Brasil: batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe e até Partido Alto. Também significa dança do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro dos corpos masculino e feminino, quando então o homem segura a mulher pela cintura e puxa-a ao seu encontro, provocando o choque. Como gênero musical, é um complexo processo de fusão e transposição da guitarra com vários elementos de percussão, que é a base da cultura africana. Catalogado em vários sites de venda como “world music” o cd e o dvd são magníficos testemunhos. Estão os mais representativos e genuínos músicos de hoje como Carlitos Vieira Dias, Paulo Flores, Moreira Filho e Ângela Mingas. Não deixam, também, de celebrar os mestres do passado como Liceu Vieira Dias, Fontinhas, Belita Palma, Elias Dia Kimezo e Artur Nunes entre outros. Ao lançar um olhar mais apurado pelo encarte – belíssimo – você ire encontrar Caetano Veloso, Nei Lopes, Wilson Moreira e Djavan na bela “Rapsódia Brasileira Maria das Mercedes”. Nada é por acaso no disco. Os instrumentos e as vozes estão em perfeita comunhão e o sabor do que mais tradicional e belo do continente africano, com muitas falas em português misturadas com sua língua, e se unem ao moderno também em harmonia e espiritualidade. Um belo disco.

1968, Beatles, Álbum Branco…Revolução. Ainda Agosto 19, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
Tags: , , ,
1 comment so far
Detalhe encarte cd The Beatles, 1968.

Reprodução: Detalhe encarte cd The Beatles, 1968.

1968 o ano que não terminou foi, ou melhor, ainda é título de livro. Da lavra do jornalista Zuenir Ventura. Magnífico registro daquele anos, e anos sessenta, nas cores verde-amarelas do Brasil. Não poderia ser diferente. Emblemático, visceral, 68 jamais deixará de existir. Em todos os sentidos, até mesmo para contrapô-lo à modernidade. E é exatamente naqueles anos que a vida começou a acontecer em todas as áreas da expressão artística, social, política, econômica, cultural. Muito vindo de pouco antes, germinando no ventre da inquietação, da rebeldia, da criatividade. A História narra até os dias de hoje o centro sísmico daqueles tempos. Na música, a lista impressiona. Porém, das grandes surpresas por certo foram os quatro de Liverpool. Há muito já haviam desestruturado convenções com seu rock oscilante entre o adolescente e o mais irreverente, regado à muita densidade e carisma, eles demonstraram que não eram uma banda de mídia. Àlbuns anteriores como Revolver (1966) e Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967) já haviam se tornado marcos conceituais dentro do universo pop. Porém, com o The Beatles (1968), mais conhecido como o Álbum Branco, que as características individuais de John, Paul e George, principalmente, vieram à tona. Começaram por gravar um disco duplo tamanha era a quantidade de extraordinárias canções estavam prontas em seu repertório. Ainda que tenha sido uma pretensão, o tempo provou: é o disco mais vendido deles. Gerado durante e após a viagem à Índia com Maharishi Mahesh Yogi, a franciscana passagem pela terra do espiritualismo, foi tornando visível a essência de cada compositor. Por vezes, apenas o violão à mão, as canções nasceram assim, despossuídas de requintes instrumentais e por isso o grande valor dos seus arranjos posteriores, já em estúdio. Embora as assinaturas oficiais constem Lennon&McCartney, há a clara e manifesta presença individual em cada composição. O que é de Lennon é Lennon, e assim com Paul também. Na Ìndia emergiu, definitivamente, Harrison. Em fase criativa, é dele a música que mais impacto causou e quem sabe ainda cause a quem escuta o álbum: “While my guitar gently weeps” com uma participação especialíssima de Eric Clapton na guitarra solo. Mais tarde, George iria compor “Something”, “Here comes the sun”, por exemplo. Período fértil para o  mais jovem beatle, logo após a separação, gravou o antológico All Things Must Pass (1970). Mas, esta é outra história. A verdade é que o Álbum Branco tem a gênese dos que outros fariam, como o Pink Floyd, Led Zeppelin, e toda a espécie de experimentalismo que viria a seguir. Beatles, simplesmente e ponto final. E, claro, não poderia deixar de ser, 1968. 40 anos depois, atual e revolucionário. Ainda.

Fernando Rozano

Two men with the Blues Agosto 14, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
Tags: , , ,
1 comment so far
Danny Clinch

Reprodução. Foto: Danny Clinch

Harmonias sempre encontram cúmplices. Pouco importa suas origens. Em algum momento, ou em todos, elas se cruzam. O que tem a ver o jazz com o country é uma pergunta que muitos podem estar fazendo ao entrarem em uma loja de discos e olhar a capa reproduzida ali acima. Pois, Wynton Marsalis e Willie Nelson decidiram juntar seu violão e trumpete, reuniram um grupo de instrumentistas daqueles que chamamos de primeiro time e tocaram juntos. O cenário novaiorquino foi perfeito. A The Allen Roon da Home of Jazz at Lincoln Center, o palco. Os dias 12 e 13 de janeiro de 2007, as datas escolhidas. Para quem imagina que as dez faixas de Two men with the Blues é uma variada alternância de estilos e gêneros, ou seja, uma faixa é jazz, a outra o mais puro country está muito enganado. Os dois Ws freqüentam - a apresentação foi passado, o disco é presente - repertório de standards como “Stardust” e “Georgia on my mind” em arranjo genuínos, próprios de quem vive e transpira alma. E assim, as canções vão se transformando no mais legítimo e refinado blues. Soma-se composições de Jimmy Reed, Spencer Williams, Grainger Porter, de Nelson e estão todos os elementos do que melhor se faz com a sensibilidade. Imperdível. Melhor, eles estão tramando outro encontro. Será em fevereiro de 2009 no Rose Theater. Nós, agradecemos.

Fernando Rozano

Um lugar inesquecível Agosto 7, 2008

Posted by Fernando Rozano in Destino.
Tags: , ,
1 comment so far
Torres del Paine

Torres del Paine

Ainda exitem lugares que permanecem quase virgens. Lugares em que o moderno chegou, mas não com a força suficiente para destrui-lo ou apagá-lo da memória. Lugares em que a harmonia entre a Natureza e os seus reinos, intactos, comovem a quem por lá chega. O Parque Nacional Torres del Paine é um destes destinos em que os olhos jamais esquecerão de terem visto. Encravado entre o maciço da Cordilheira dos Andes e as estepes patagônicas, em uma extensão de 181.000 hectares, a vida e as estações cumprem os seus ciclos. O nome da província em que o Torres del Paine se localiza pode assustar, ou pode ser um indicativo: Ultima Esperanza. No entanto, este lado chileno da Patagônia é um testemunho vivo da vida em toda a sua plenitude. Distante pouco mais de três mil quilômetros de Santiago, por terra, ou pouco mais de quatro horas de avião, conviver alguns dias com a fauna, a flora e o relevo andino refaz qualquer esperança perdida. Não são belezas apenas naturais que insistem em se preservarem, mas, sobretudo, as longas distâncias e o silêncio que renovam a alma. São os olhos que brilham ao simples encontro com um condor, ou com um zorro colorado, ou com rebanhos de guanacos. Quem sabe, ao caminhar à beira dos lagos e ver as montanhas cobertas de neve, o tom azul-esverdeado das águas, o frio muitas vezes abaixo de zero, ou o amanhecer iluminando em tons alaranjados os cuernos de Torres del Paine. Ou, então, conhecer um pouco antes de ir ao Parque, as cidades de Punta Arenas – à beira do Estreito de Magalhães - e Puerto Natales - sempre com glaciares à disposição como o Balmaceda e o Serrano. Percorrer os fiordes do sul chileno é algo de extraordinário em todos os sentidos. Há em cada um destes momentos um sentimento que a razão jamais irá explicar. E não é necessário. Basta sentir. Acesse o www.torresdelpaine.com e compreenda cada uma das razões de ser um lugar onde vale a pena conhecer e se harmonizar consigo mesmo.

Fernando Rozano

Sensibilidade porteña Agosto 2, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
Tags: , , ,
1 comment so far
arte sobre obra de Rene Magritte.
Reprodução. Capa:arte sobre obra de Rene Magritte.

Há muitos anos a Argentina apresenta um alentador processo de renovação, de revitalização da sua música. O tradicional, as suas raízes, o tango, o folclore e mesmo o tango começaram a receber visitas freqüentes de instrumentistas e pesquisadores. A busca por uma nova sonoridade, que acompanhe os dias de hoje sem deixar fora do alcance da memória a História, introduziu novos elementos às harmonias clássicas e às novas composições. Hoje, é natural as fusões ou mesclas de tango com folclore, rock com tango, folclore com música de câmara, e outras tantas variações. Todas criadas com muito talento e muita sensibilidade. Grupos como Gotan Project e Bajofondo, por exemplo, têm como base o entrelamento da música eletrônica com o tango. O resultado não poderia ser diferente: sucesso imediato. A linguagem, sem ser agressiva ou simplesmente feita para ser absorvida pelo mercado, realimenta a disposição de se ouvir os grandes clássicos de Carlos Gardel, de Aníbal Troilo ou de Enrique Cadícamo em gravações originais. Assim, também é extraordinário descobrir o quanto dois instrumentistas podem fazer com um repertório tanguista: Walter Rios e Ricardo Domingez, como Rodolfo Mederos e Nicolas “Colacho” Brizuela (ex-violonista de Mercedes Sosa) gravaram com dois instrumentos – bandoneón e violão – dois discos magníficos: Chamuyos de fueye & guitarra e Tangos, pela ordem. Da mesma forma, nas manhã de domingo na Feria de San Telmo, se escuta jovens estudantes de música tocando ao ar livre. A Orquestra Típica El Afronte aproveita o grande movimento, em especial de turistas, e faz apresentações perfomáticas de tango e peças clássicas. Com discos gravados e à venda inclusive em Porto Alegre, a Orquestra é uma prova de que visitar o passado não é necessariamente voltar para trás. Ao contrário, é encontrar novos caminhos, como fez ainda nos anos 50, Astor Piazzolla, o maior revolucionário do tango, ao introduzir improvisos e fortes influências do jazz em suas composiçãoes e leituras. Outro grande momento, é a gravação ao vivo de No olvides… com Juan Carlos Baglietto e o pianista Lito Vitale. Quem for a Buenos Aires, não deixe de procurar o cd, é imperdível cada uma das 15 faixas do disco, alternando tangos, canções urbanas, tonadas e um qu~e de clássico e jazz. Estes movimentos têm outras pontas marcantes. Uma delas é o compositor que está na capa da ilustração deste post: Guillo Espel. De sólida formação clássica, enveredou pelo folclore, pela raiz, pelo tango, pelo jazz, pela MPB. Desde seu grupo La Posta, um trio extraordinário, e depois em outras formações, Espel se notabiliza pela ousadia em seus arranjos. Pouco antes, ao gravar De raíz floklórica não deixou margem de dúvida: ali estava presente um grande compositor e arrajandor. Seu trabalho a seguir, como Cuarteto, foi instigante e criativo, em especial com canções de Atahualpa Yupanqui, Manolo Juárez e Antonio Carlos Jobim, para desaguar em Salir al ruedo. Em gira pelo Brasil, fez antológoca apresentação em Porto Alegre, onde, acompanhado de Marcos Cabeaz(vibrafone e bombo legüero), Román Rosso(bandoneón) e Alfredo Zucarelli(cello), trouxe o que que há de mais criativo para os lados de lá do Rio da Prata. As pianistas Nora Sarmoria, Lilián Saba, o criador da Misa Criolla Ariel Ramirez, o folclorista Antonio Tejada Gómez freqüentam o repertório de seu disco com a espontaneidade de suas composições com sabor de jazzístico em harmonia com o clássico. Um trabalho de muito fôlego e de muita beleza. Quem quiser ouvir, basta clicar no link à direita – Guillo Espel –  e estará em sua página. Lá, uma pequena seleção em MP3 para ser degustada com prazer e alegria. Pura sensibilidade porteña.

 

Fernando Rozano

Solitários: uma fotografia Julho 26, 2008

Posted by Fernando Rozano in Fotografia.
Tags: , , ,
4 comments
maio/2006. Peulla/Chile.

Foto:fevereiro/2006. Peulla/Chile.

Dois barcos encalhados na vegetação – mallín – do Lago Todos los Santos, no pequeno pueblo de Peulla, Chile, fronteira com a Argentina. Parada obrigatória para quem atravessa os lagos andinos, o verão é cáustico no vale formado dentro do maciço que é a Cordilheira dos Andes. Em janeiro e fevereiro o calor e a sensação térmica alcançam quase 50º e mesmo com a água da neve nos picos mais altos das montanhas sendo derretida, não é o suficiente para deixar os extremos do lago cheios. É comum encontrar barcos “abandonados” nessas pontas tristes em que o olhar repousa à espera de um pouco de sombra. Mais adiante, o rumo é Bariloche. No inverno, a paisagem muda, a neve e o frio são presenças que alteram as retinas e os caminhos. Viagem inesquecível, em qualquer estação. Esta foto estará na edição 143 da revista Fotografe Melhor, na seção Revele-se, uma excelente publicação sobre fotografia. Leia sem medo.

Fernando Rozano

Ainda um lugar inesquecível Julho 25, 2008

Posted by Fernando Rozano in Destino.
Tags: , ,
2 comments
Jan/2007. Patagônia chilena.

Foto:Jan/2007. Patagônia chilena.

Mesmo com as permanentes variações climáticas que sofrem as regiões mais ao sul das Américas, a paisagem de beleza permanece como um alento. As visíveis conseqüências do degelo e suas marcas ainda não apagaram, para quem chega ao Parque Nacional Torres del Paine, lado chileno, o outro lado é Argentina e é o Parque Nacional Los Glaciares, onde está o Glaciar Perito Moreno, a paz que o lugar transmite. Da exuberante natureza, os contrastes ao longo de sua extensão podem ser vividos em toda a sua magnitude. A fauna e a flora resistem e é comum, ao passar por suas estradas muitas vezes de chão batido, para a preservação do habitat, encontrar rebanhos de jovens guanacos ou então parar em um dos seus tantos lagos e admirar os Andes e sua neve eterna. Patagônia, um lugar a ser conhecido por tudo o que representa para vida e não apenas por ser atração turística.  Vá enquanto existe. Os olhos jamais irão esquecer.

Fernando Rozano.

Jorge Drexler em Porto Alegre Julho 20, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
Tags: , , ,
1 comment so far
Matilde Campodónico

Reprodução. Foto:Matilde Campodónico

A presença do uruguaio Jorge Drexler é a principal atração da programação do 3º Festival de Inverno de Porto Alegre. Inserida no calendário da capital gaúcha, as atividades oferecem várias possibilidades de o público escolher entre música e literatura, por exemplo. Entre os músicos, cantores, instrumentistas e grupos convidados, o destaque fica por conta de Drexler. Dono de uma estátueta do Oscar de melhor canção com “Al otro lado del río” do filme Diários de uma motocicleta, cuja trilha foi composta pelo platino Gustavo Santaolalla, o cantor e compositor chega com novo disco às costas. Em Cara B é mais ousado, embora continue se valendo quase de um minimalismo para expressar seu talento. Ruídos e sons diversos captados de qualquer lugar, do mais inesperados aos mais simples, se introduzem às harmonias criadas ou que recebem arranjos do autor. Assim, é possível conhecer o que faz em milongas de Alfredo Zitarrosa ou acompanhado por Arnaldo Antunes. A diversidade com que transita é uma das suas características. Parceiro musical e amigo do gaúcho de Pelotas, Vitor Ramil, seu convidado nas apresentações porto-alegrenses de domingo e segunda-feira, Jorge Drexle, contudo, não se considera um grande cantor. Em entrevista publicada pelo jornal Zero Hora de sábado em seu Segundo Caderno, ele confessa: “Minha voz é pequena, mas não necessariamente má.” No repertório que apresentará às platéias, canções de Cara B e de outros discos como  Sea, Eco, 12 segundos de obscuridad e outras novidades. Show de qualidade, sem dúvida.

Se quiser ouvir/ver Drexler, entre, via Google, no www.youtube.com ou digite Jorge Drexler e escolha as canções que estão lá, como a vencedora do Oscar, ou uma intepretação com Paulinho Moska e em outras interpretações, inclusive de Cara B.

Fernando Rozano

Um livro, um filme, uma trilha Julho 15, 2008

Posted by Fernando Rozano in Uncategorized.
Tags: , ,
1 comment so far

Na natureza selvagem ou Into the wind são três momentos da vida Christopher Johnson McCandless, desaparecido no início dos anos noventa. A história é real. Narrada por Jon Krakauer, autor de No ar rarefeito, o destino do jovem que crescera em um bairro rico de Washington D.C. é pesquisado à exaustão. Jornalista por ofício, Krakauer cerca a vida Chris desde o período em que abandona a sua casa e vai viver como mais um dos tanto solitários à margem da sociedade convencional americana até marcar encontro com a morte no Alaska. Mais que relatar ou tentar descobrir o que aconteceu, o escritor de Sobre homens e montanhas revela como é o mundo em que vivem pessoas que, por opção ou não, sobrevivem excluídos do “statu quo”. A trajetória de conflitos do personagem são, em síntese, os conflitos do ser humano cujo sonho maior continua sendo a liberdade. Editado pela Cia das Letras, Na natureza selvagem ganha maior intensidade pelo filme dirigido por Sean Penn (ator de “21 Gramas”) e pela extraordinária interpretação de Emile Hirsch. Penn procurou ser o mais fiel possível à realidade vivida por McCandless e o texto de Krakauer. Realizou um trabalho de fôlego e sensibilidade, reflexivo. A trilha sonora foi composta pelo Pearl Jam Eddie Vedder. É magnífica e possui vida própria. Em geral, a relação entre literatura e cinema rende – e rendeu – milhares de filmes. Nem todos de qualidade ou fiéis a obra roteirizada. Aqui, em Into the wind, muitos pontos comuns são preservados. Porém, se desejar, leia o livro primeiro. (Fotos capa/encarte:Chuck Zlotrick & François Duhamel.)

Fernando Rozano

Tempos modernos ? Julho 11, 2008

Posted by Fernando Rozano in Uncategorized.
Tags:
2 comments
janeiro de 2007.

Foto: jan/2007. Detalhe do Glaciar Perito Moreno.

A ruptura e queda de significativa massa de gelo do Glaciar Perito Moreno, Argentina, continua notícia. Pressão natural da água feita no dique formado na geleira ou aquecimento global? Enquanto cientistas discutem ambas possibilidades, a verdade é que, nos últimos anos, o degelo das regiões sul da América Latina é uma realidade sem volta. A acelerada modificação dos habitats da Terra do Fogo e da Patagônia, transformando-as em pólo turístico, está decretando o “aquecimento” da economia e a morte já não tão lenta dos seus recursos naturais. Assim caminha a humanidade.

Fernando Rozano