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	<title>Senso crítico</title>
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	<description>Comentários sobre fotos, destinos, discos e livros.</description>
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		<title>Senso crítico</title>
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		<title>Quando a Natureza é apenas fator econômico</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 11:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destino]]></category>

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		<description><![CDATA[Está certo, o turismo impulsiona a economia dos países. À primeira vista, todos ganham, ou, para usar expressão característica da área econômica, todos lucram. Não é bem assim. Exemplos mundo adentro mostram que o volume crescente de turistas, se por um lado aquece a dinâmica da circulação da moeda, por outro, cria danos irreparáveis em determinado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=162&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_168" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-168" title="&quot;Icebergs&quot;" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/09/dsc026382.jpg?w=300&#038;h=225" alt="&quot;Icebergs&quot; do Glaciar Perito Moreno" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">&quot;Icebergs&quot; do Glaciar Perito Moreno</p></div>
<p>Está certo, o turismo impulsiona a economia dos países. À primeira vista, todos ganham, ou, para usar expressão característica da área econômica, todos lucram. Não é bem assim. Exemplos mundo adentro mostram que o volume crescente de turistas, se por um lado aquece a dinâmica da circulação da moeda, por outro, cria danos irreparáveis em determinado sítios. Machu Picchu limitou o número de visitantes/dia para evitar desabamentos e outros acidentes. A energia da civilização inca compete com uma estrutura moderna e eficiente. Para lucrar, naturalmente.</p>
<p>É um fenômeno que acontece todos os anos. No verão, ou quando o sol aquece mais em qualquer estação nos dias de hoje, o gelo milenar do Glaciar Perito Moreno despenca de seus 60 metros de altura. Para muitos, um espetáculo, para outros, ótimo momento para vender pacotes turísticos. Afinal, assistir o degelo é algo que quebra a rotina. A cidade de El Calafate, na Patagônia argentina, acolhe milhares de turistas do mundo inteiro, em especial europeus, que lá chegam deslumbrados com tudo o que os seus olhos ainda podem ver. Estive em dois momentos em El Calafate. O primeiro, em 1996, e o segundo, em 2007. Mudanças que não escapam até mesmo ao mais desavisado visitante. Estrutura impecável, aeroporto de bom porte, cidade maior, mais habitantes, mais negócios. Nada contra. Ao contrário, o que gera emprego deve ser saudado. No entanto, há que se olhar o todo e não apenas uma parte, uma fatia preciosa que rede milhões de dólares e/ou euros. A Argentina é um belo país. Como o Brasil, possui diversos países dentro. Sua diversidade supera a brasileira, principalmente, em função da Cordilheira dos Andes. Dos glaciares. Dos parques e suas geleiras. Pelo Fim do Mundo, em Ushuaia. De 1996 a 2007 as transformações foram muitas. A começar pelo clima, pela temperatura. Antes, no extremo sul em janeiro dos anos noventa 12º era muito quente. Quase ao final da década de 00, 25º é normal. Claro, ainda há dias de muito frio. Mas, não é mais o mesmo de antes. Imagino como deveria ser muito tempo atrás.</p>
<p>Não se trata de ser saudosista de algo que não vivi. Trata-se de algo maior: a já não mais lenta destruição da Natureza. As razões, todos sabem. Porém, o que chama a atenção é uma notícia veiculado pelo <em>Zero Hora </em>de Porto Alegre em sua edição de 1º de setembro próximo passado. Na editoria de Economia. Nas poucas linhas, com direito a foto de Perito Moreno, a informação de que quase 20 toneladas desse gelo desprendido do Glaciar foi recolhido e envido a São Paulo para uma feira de turismo com o objetivo de divulgar a cidade de El Calafate. Entre as atividades previstas para o gelo azulado está a possibilidade de o público fazer pequenas caminhadas sobre os pedaços da &#8220;geleira&#8221;. Retirados do seu meio ambiente, os blocos de gelo são objetos do fator econômico. Algo como &#8220;faça um verdadeiro trekking em Perito Moreno indo à Patagônia e visitando El Calafate&#8221;.</p>
<p>Se a inicitiva possuir um projeto ambiental consistente até pode ser interessante, mas a julgar pela notícia é apenas mais atração turística com finalidade de vender o lugar e encontrar mais lucro. Às custas da Natureza e, por consequência, da vida, que  se esvai com rapidez assustadora.</p>
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		<title>Woodstock: os dias em que um outro mundo foi possível</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Cazuza tem razão: o tempo não para. Não parou passadas décadas do maior festival de música já realizado em todos os tempos. Woodstock parece 1968: não acaba nunca. Sempre há o que ler. Sempre há o que ouvir. A despedida dos anos sessenta foram em agosto de 69. Três dias. Apenas três foram o suficiente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=155&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-medium wp-image-157" title="Digitalizar0001" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/08/digitalizar00013.jpg?w=222&#038;h=300" alt="Digitalizar0001" width="222" height="300" />Cazuza tem razão: o tempo não para. Não parou passadas décadas do maior festival de música já realizado em todos os tempos. Woodstock parece 1968: não acaba nunca. Sempre há o que ler. Sempre há o que ouvir. A despedida dos anos sessenta foram em agosto de 69. Três dias. Apenas três foram o suficiente para a história marcar a ferro quente em suas páginas os dias vividos em Bethel, Estado de Nova York. Os Estados Unidos ferviam. O Vietnã abria cada vez mais suas feridas. Dividia o país. Repugnava os mais conscientes. Era o auge da contracultura. Da era de Aquarius, dos hippies. A ideologia da paz, nunca alcançada. Naquelas 65 horas de vida, o festival celebrou um novo mundo. 500 mil pessoas testemunharam e protagonizaram o que estudos antropológicos e sociológicos ainda não esclareceram. Talvez nunca o façam. Quem lá não esteve jamais esquecerá. Mesmo os que estiveram 40 anos depois não souberam e não conseguiram dizer o que realmente aconteceu. Impossível. Basta assistir o documentário assinado por Michel Wadleigh. E o que parecia ser apenas a reunião de grandes nomes da música da época, se transformou em um marco inesquecível. Quem ainda não assistiu Woodstock, em especial os mais jovens, não espere mais tempo. Vá a alguma locadora urgente. Pegue e assista. Uma, duas, três vezes. Não importam quantas, mas veja. Sinta Richie Havens e os seu magnífico “Freedom”, logo na abertura. Deixe-se levar pelos hinos à paz na voz Joaz Baez, John Sebastian ou Country Joe McDonald, a performance mágica de Joe Cocker em “With a little help from my fiends” da lavra Lennon&amp;McCartney, a hipnose pela guitarra de Jimi Hendrix, o arrebatamento do desconhecido Carlos Santana, a doçura harmônica de Crosby, Stills, Nash &amp;Young. Mais de 20 artistas passaram pelo palco, enfrentaram o clima, encantaram a multidão pacífica, acreditavam em um novo estilo de vida. O tempo não parou, os anos que vieram trouxeram Afeganistão, Iraque&#8230;Hoje, quem sabe novos ventos soprem de novo. Uma nova geração que olha o mundo com outros olhos. Não são olhos de Woodstock, mas são olhos que querem mais que sonhar, realizar a paz.</p>
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		<title>Miles Davis, a história do Jazz</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 13:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazer cinquenta anos hoje já não é mais uma façanha. Antes, era uma eternidade. Quem chegava ao meio século de vida em tempos passados era ancião, era reverenciado, era sinônimo de sabedoria, era requisitado. Era a história viva de um tempo, de um povo, de uma cultura. Os tempos mudaram, é verdade, mas tantas outras [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=148&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Fazer cinquenta anos hoje já não é mais uma façanha. Antes, era uma eternidade. Quem chegava ao meio século de vida em tempos passados era ancião, era reverenciado, era sinônimo de sabedoria, era requisitado. Era a história viva de um tempo, de um povo, de uma cultura. Os tempos mudaram, é verdade, mas tantas outras verdades permaneceram intactas. A genialidade de Miles Davis se inscreve nesse campo cujo espaço ainda é ocupado por muitos poucos. Assim, seu virtuosismo atravessa as décadas. Atravessará os séculos.<br />
Kind of blue é revereciado no mundo inteiro. Não poderia ser diferente. Não é um disco comum. Não foi gravado às escuras. Seu criador é conhecido pelo nome de Miles Davis. O suficiente. Mas o filho de Illinois, Estados Unidos, nunca ficou quieto. À frente do seu tempo, sempre foi um legítimo revolucionário da criação. Seu instrumento: o trompete. Não por acaso, além de reunir em torno de suas improvisações instrumentistas como Chick Corea, John McLaughlin, Herbie Hancock, John Coltrane, Jimmy Cobb, Wayne Shorter, George Coleman, esteve em todos os movimentos que mudaram o jazz a partir da segunda metade do século passado. Kind é o marco, a referência. O novo. A fusão. A mescla. Davis era &#8211; é &#8211; um gênio. Sua forma de tocar o trompete o tornou único: registro baixo, límpido, minimalista e ao mesmo tempo capaz de ser altamente complexo e técnico. Assim, criou um estilo. Teve seguidores. Os tem até os dia de hoje.<br />
O disco original trazia apenas, como se apenas fosse algo como &#8220;muito pouco&#8221;, cinco canções: &#8220;So what&#8221;, &#8220;Freddie Freeloader&#8221;, Blue in Green&#8221;, &#8220;All Blues&#8221; e &#8220;Flamenco Sketches&#8221;. Pouco mais de 55 minutos. Quase uma hora que se multiplica por dias, meses, quem sabe. Difícil dizer qual a mais mais do repertório. Pois, Kind of blue completa cinquenta anos de idade. Cinquenta anos de uma revolução musical. Para não deixar passar em branco, a Columbia lançou uma edição comemorativa. Além do disco original, incluindo bônus de algumas faixas, traz também outro cd, com gravações de 1958, inclusive de canções do disco que seria de 59. Versões longas, piano nas mão de Wynton Kelly no lugar do mágico Bill Evans é o destaque em &#8220;So What&#8221;. E, claro, um dvd. Não poderia faltar. Imagens em preto&amp;branco, raras, inéditas mostram Miles exuberante e fabuloso, inesquecível e sempre acompanhado de músicos do seu quilate. Bom, você quer ouvir jazz de primeira, não perca tempo, procure Miles Davis. Não será difícil encontrar. Mas, não esqueça, pergunte por Kind of blue.</p>
<div id="attachment_150" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><img class="size-full wp-image-150" title="Miles Davis" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/08/digitalizar00011.jpg?w=460&#038;h=445" alt="Miles Davis e seu Kind of Blue. Foto: Jay Maisel" width="460" height="445" /><p class="wp-caption-text">Miles Davis e seu Kind of Blue. Foto: Jay Maisel</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandorozano.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandorozano.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandorozano.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandorozano.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandorozano.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandorozano.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandorozano.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandorozano.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandorozano.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandorozano.wordpress.com/148/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=148&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O universal Al Di Meola</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 12:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Coppola]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Luc Ponty]]></category>
		<category><![CDATA[world music]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez, ao ler o seu nome você possa pensar em um personagem de Francis Ford Coppola em O poderoso chefão. Não passa nem perto. Ele está entre os instrumentistas e compositores modernos, por certo, considerados de primeiro time. Titularíssimo. Dono de exuberante técnica e virtuosismo, sua sensibilidade nos arranjos e interpretações de seus temas ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=143&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_145" class="wp-caption aligncenter" style="width: 469px"><img class="size-full wp-image-145" title="Foto: Darryl Pitt/Retna" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/05/digitalizar0005.jpg?w=459&#038;h=459" alt="Um passeio pela genial Di Meola. Foto: Darryl Pitt/Retna" width="459" height="459" /><p class="wp-caption-text">Um passeio pelo genial Di Meola. Foto: Darryl Pitt/Retna</p></div>
<p>Talvez, ao ler o seu nome você possa pensar em um personagem de Francis Ford Coppola em O poderoso chefão. Não passa nem perto. Ele está entre os instrumentistas e compositores modernos, por certo, considerados de primeiro time. Titularíssimo. Dono de exuberante técnica e virtuosismo, sua sensibilidade nos arranjos e interpretações de seus temas ou os de outras assinaturas o tornam diferenciado neste universo da chamada world music. Filho de italianos nascido em Jersey City na América do Norte em 1954, a influência dos jazzistas foi determinante para a sua carreira. A começar por Chick Corea e Larry Coryell. E foi justamente no então grupo de Corea, o Return To Forever &#8211; atenção: a Columbia e Sony&amp;BMG estão relançando discos do Return e um ao vivo de 2008 simplesmente maravilhoso -que, aos 19 anos, Meola dava seus primeiros passos na música e no jazz. Sua característica principal era, e continua sendo, a velocidade com que realiza solos de guitarra, seu instrumento preferencial, a ponto de fazer com que o público de rock o adorasse e fizesse subir as vendas de discos como “Where have I know you befora” e “Romantic Warrior”. O reconhecimento de seu talento como guitarrista o levou a gravar, em 1976, seu primeiro trabalho solo: “Land of The Midnight Sun”. Então, já alternando a guitarra com o violão, iniciou os anos noventa com a classificação de músico de world music. Uma das razões, certamente, foi a gravação do fabuloso “Di Meola Plays Piazzolla” de 1996, com leituras criativas e modernas ao já moderno tango fusion do mestre platino. No mesmo ano, com os consagrados Paco De Lucia e John McLaughlin gravou mais um disco como The Guitar Trio, cujo sucesso iniciara em 1981 com o clássico e extraordinário “Friday Night In San Francisco”, que em seu repertório composição de Egberto Gismonti(fiquem atentos: há pouco a Columbia relançou esta obra-prima, reiteramos). E tocou também com Jean-Luc Ponty e seu violino elétrico mágico, que esteve anos na Mahavishnu Orchestra &#8211; pois, estão sendo relançadas caixas com seus discos, e também de outro de seus maiúsculos integrantes, o baixista Stanley Clarke. Um momento de pura magia ouvir cada um desses cds.</p>
<p>No início de 2000, chegou “Al Di Meola Anthology”. Um belo apanhado, em cd duplo, de sua obra, mostrando toda a sua versatilidade como instrumentista, sempre acompanhado de grandes outros músicos do calibre de Jaco Pastorius, Lenny White, Steve Gadd e, inclusive, Phill Collins. Um disco essencial e maiúsculo. São 20 performances inesquecíveis. Sempre, em algum momento, os grandes instrumentistas se encontram, gravam juntos, deixam registros memoráveis e seguem seus caminhos. Cabe a cada um de nós a atenção ao que o mercado oferece. Indispensável em sua discoteca.</p>
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			<media:title type="html">Foto: Darryl Pitt/Retna</media:title>
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		<title>O bardo Van Morrison</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 14:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>
		<category><![CDATA[The Doors]]></category>

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		<description><![CDATA[O bardo não envelhece. O tempo não para ninguém, menos para George Ivan Morrison na certidão de nascimento desde 31 de agosto de1945. Belfast viu nascer o Them, enquanto o Brasil começava a conhecer os rigores do regime militar em 64. A mescla de rock com o celtic soul desde o início é a sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=127&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O bardo não envelhece. O tempo não para ninguém, menos para George Ivan Morrison na certidão de nascimento desde 31 de agosto de1945. Belfast viu nascer o Them, enquanto o Brasil começava a conhecer os rigores do regime militar em 64. A mescla de rock com o celtic soul desde o início é a sua marca. É de lá que vem “Gloria”, canção assumida pelos The Doors, por outro Morrison, o Jim. O irlandês jamais se deixou levar pelo silêncio. A inquietude criativa o fez seguir caminho sozinho. E ao entrar nos acalorados e até hoje febris dias de 1968, sua obra-prima estava concebida. Os estúdios receberam os músicos em rápidas sessões. Cada um gravou seu instrumento separado. Como não se conhecessem. Entre setembro e outubro Astral Weeks ganhou sua forma definitiva. Mágica. Assombrosa e bela.Van, Jay Berliner, Richard Davis, Connie Kay, John Payne e Warren Smith, Jr. criaram o indefinível disco. Rock, Rhythm &amp; Blues, Celta, Folk….até hoje se procura definir o que as oito canções de Astral são. Em duas magníficas partes, “In The Beginning” e “Afterwards” a sonoridade é harmônica. Envolvente. Separe, leitor, a voz do bardo, da textura musical. Sinta os instrumentos. Um de cada vez. Depois, todos juntos. Celebre mais tarde, colocando a voz de Morrison. O conjunto todo sacraliza o que há de melhor na música em todos os tempos. Passados exatos 40 anos, o Hollywood Bowl acolheu em novembro de 2008 Van Morrison e o seu Astral Weeks. Ao vivo, a magia e sua força atual não perderam nada. Antes, se sente o quanto está à frente. Com ele, do estúdio de 68, apenas a guitarra de Jay Berliner. Ouça com toda a atenção. Esqueça o que está lá fora. Entre em nota do disco, não se disperse. E ainda ouça mais duas canções como bônus. Astral Weeks e Van Morrison se confundem, são o mesmo. Mas, nos liberta.</p>
<div id="attachment_137" class="wp-caption aligncenter" style="width: 469px"><img class="size-full wp-image-137" title="Astral Weeks em 1968. No estúdio" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/04/digitalizar00024.jpg?w=459&#038;h=466" alt="Astral Weeks em 1968. No estúdio" width="459" height="466" /><p class="wp-caption-text">Astral Weeks em 1968. No estúdio</p></div>
<div id="attachment_138" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><img class="size-full wp-image-138" title="40 anos depois, no Hollywood Bowl. Ao vivo" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/04/digitalizar00012.jpg?w=460&#038;h=470" alt="40 anos depois, no Hollywood Bowl. Ao vivo" width="460" height="470" /><p class="wp-caption-text">40 anos depois, no Hollywood Bowl. Ao vivo</p></div>
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			<media:title type="html">Astral Weeks em 1968. No estúdio</media:title>
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			<media:title type="html">40 anos depois, no Hollywood Bowl. Ao vivo</media:title>
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		<title>Internacional, simplesmente</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 12:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[eucaliptos]]></category>
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		<category><![CDATA[vermelho]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Foi no inverno. Lembro  a chuva em meu blusão cinza. O rosto escondido entre os braços. O guarda-chuva não acolhia nem a mim, tampouco a meu irmão mais velho. Os eucaliptos erguiam-se fortes à nossa frente. Meu pai agarrava minha pequena mão. As poucas pessoas na entrada procuravam proteção. O cheiro de pastel indicava  o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=121&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_122" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><img class="size-full wp-image-122" title="Internacional" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2009/04/dsc05143.jpg?w=460&#038;h=753" alt="Em Monte Belo, interior do Rio Grande do Sul" width="460" height="753" /><p class="wp-caption-text">Em Monte Belo, interior do Rio Grande do Sul</p></div>
<p> </p>
<p>Foi no inverno. Lembro  a chuva em meu blusão cinza. O rosto escondido entre os braços. O guarda-chuva não acolhia nem a mim, tampouco a meu irmão mais velho. Os eucaliptos erguiam-se fortes à nossa frente. Meu pai agarrava minha pequena mão. As poucas pessoas na entrada procuravam proteção. O cheiro de pastel indicava  o local de acesso às arquibancadas. Imensas, deixavam escorrer a água intermitente daquele julho, colando nos degraus as folhas verdes das árvores. Nunca estivera lá. Meu olhar parou nas poças acumuladas na grama e nos pontos em que o barro mudava de cor.</p>
<p>Sentamos. A almofada feita por minha mãe acomodou-se no cimento, e nós a pressionamos com o peso dos nossos sete, oito anos. Futebol não era novidade. conhecíamos, e muito, os outros clubes de Porto Alegre: Grêmio, São José e Cruzeiro. Todos os três estavam presentes em nossas tardes de domingo. Meu irmão vestia azul sem nenhuma dúvida. Eu apenas achava engraçado ele gritar toda a vez que via a bola chutada por algum jogador de camiseta tricolor chocar-se com as redes. Seus gritos estão em mim até hoje. Não significavam nada além da graça de vê-lo feliz.</p>
<p>Meu pai chamou-me. Fiquei atento. A chuva havia parado. Uma multidão ao nosso redor falava alto. Alguns nomes eram citados: Sérgio Lopes, Sapiranga. Não conseguia entender quem eram. Minha curiosidade fixou-se nos números citados por eles: cinco, sete e dez. Estava distante do campo de jogo, quase não enxergava. Às vezes, algum guarda-chuva abria, logo seguido do trovão. Então, todos levantaram.</p>
<p>Os tricolores entraram vaiados por um lado, aplaudidos pelo outro. Meu irmão ficou quieto. Era o time dele. Imagino o quanto deve ter lhe custado o silêncio. Estava no lado errado da torcida. Em seguida, um barulho infernal de fogos de artifício obrigou-me a fechar os olhos, a tapar os ouvidos e encolher meu corpo magro e pequeno. Quase sem coragem, consegui abri-los. Em meio à fumaça acinzentada, vibrava o vermelho. Não uma cor vermelha, várias. Não conseguia acompanhá-las. Meu coração acelerou. Não senti medo. Queria ver todas no gramado embarrado. Um gosto salgado molhou minha boca. Perguntei ao meu pai que time era. Ele simplesmente disse: Internacional.</p>
<p>Julho de 1961, mês e ano em que o Internacional entrou em minha vida. Para sempre.</p>
<p>********** Abro uma exceção no Senso Crítico. Hoje, 04 de abril de 2009, o Sport Club Internacional completa 100 anos de vida. Reproduzo a crônica publicada no livro <em>Histórias Coloradas </em>de 2004, editado pela Nova Prova Editora, como homenagem ao clube da minha alma.</p>
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		<title>Vozes do mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 12:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[fórum musical]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes]]></category>

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		<description><![CDATA[



VOZES DO MUNDO
 

 
 
 
 A compilação Voices of Forgotten Worlds é o desconfinamento destas vozes. As sonoridades são muito mais que registros digitais reproduzidos ao acaso ou ao sabor da curiosidade. Elas, as vozes e as harmonias, revelam o significado de suas existências, o sentido de suas resistências. E dão ao mundo um testemunho que alicerça a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=117&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div id="attachment_118" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/11/digitalizar0001.jpg"><img class="size-full wp-image-118" title="Vozes esquecidas do mundo" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/11/digitalizar0001.jpg?w=460&#038;h=478" alt="Vozes esquecidas do mundo" width="460" height="478" /></a><p class="wp-caption-text">Vozes esquecidas do mundo</p></div>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">VOZES DO MUNDO</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> A compilação <em>Voices of Forgotten Worlds</em> é o desconfinamento destas vozes. As sonoridades são muito mais que registros digitais reproduzidos ao acaso ou ao sabor da curiosidade. Elas, as vozes e as harmonias, revelam o significado de suas existências, o sentido de suas resistências. E dão ao mundo um testemunho que alicerça a vida em forma original.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Em formato de livro, a coletânea traz dois cds curiosa ou provocativamente feitos por pesquisadores norte-americanos. São vozes uníssonas, contundentes, inspiradoras. Fazem quebrar o ritmo de qualquer modismo dos dias atuais. E para quem acredita que a globalização é um fenômeno recente ou de poucos séculos irá se surpreender com a história desses povos esquecidos. Nas composições estão os sulcos de culturas que o mundo insiste em não conhecer ou quando tem acesso a ela crava em suas identidades o rótulo de <em>new world</em>. Às vezes, acontece o pior: essas culturas são destruídas por uma miscigenação imprópria e desconstrutora dos valores cultivados através da passagem dos séculos, quem sabe de milênios. Na lista de faixas, nomes desconhecidos e também já de conhecimento público: Tuvans, Garifuna, Kanak, Inuit, Rashaida, Kayapo, Australian Aborígines, Quechuan, Tibetans, Batak, Solomon Islanders, entre outros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A transcendência de suas harmonias identifica pontos comuns com civilizações distantes milhares de quilômetros umas das outras, acentuando muito mais suas semelhanças em seus cantos de indignação e permanente consciência pela preservação de suas vidas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A edição, primorosa, não abre nenhuma espécie de concessão. Nela, a naturalidade das expressões não são contidas tampouco são regidas por maestros de estúdios. Sopram suas flautas com o sopro das suas almas, subvertendo a tentativa de subordinação que as grandes potências mundiais impõem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Voices</em> é um alento, um sólido fórum musical para quem não quer ficar apenas na retórica e olhar a História passar de braços cruzados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Voices of Forgotten World</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Traditional Music of Indigenous People</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ellipsis Arts – projeto: Gilbert Antony Boncy</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fotografia: Lizbeth Arum </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Assistente de pesquisa: Derek Bandler</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">34 faixas – 116min 07seg</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ellipsis Arts&#8230;P.O. Box 305/Roslyn-New York-11576</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandorozano.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandorozano.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandorozano.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandorozano.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandorozano.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandorozano.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandorozano.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandorozano.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandorozano.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandorozano.wordpress.com/117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=117&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vozes esquecidas do mundo</media:title>
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		<title>Mercedes Sosa, siempre</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 11:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[león Gieco]]></category>
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A Argentina é um país rico em arte e cultura. contar a sua história a partir de Atahualpa Yupanqui, Carlos Gardel, Jorge Cafrune, León Gieco, Ariel Ramirez, Felix Luna, Horacio Guarany, Ramón Ayala, Anibal Sampayo, José Larralde e Mercedes Sosa é privilégio para poucos de língua espanhola. Nascida em Tucumán, província localizada a noroeste do território [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=113&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar0005.jpg"><img class="size-medium wp-image-114" title="Mercedes Sosa" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar0005.jpg?w=300&#038;h=296" alt="Reprodução. No encarte, não há registro de autoria da foto." width="300" height="296" /></a></dt>
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</div>
<p class="wp-caption-dd">A Argentina é um país rico em arte e cultura. contar a sua história a partir de Atahualpa Yupanqui, Carlos Gardel, Jorge Cafrune, León Gieco, Ariel Ramirez, Felix Luna, Horacio Guarany, Ramón Ayala, Anibal Sampayo, José Larralde e Mercedes Sosa é privilégio para poucos de língua espanhola. Nascida em Tucumán, província localizada a noroeste do território platino e além da capital, tem em cidades como Santiago del Estero e Catamarca seus principais centros urbanos, com fortes acentos culturais andinos e indígenas. Naquelas terra, Mercedes deu seus primeiros passos como cantora. De lá, foi direto ao seu disco de estréia, <em>Canciones con Fundamento</em>  (1965) onde sua voz de contralto associada ao bombo legüero se tornaram essenciais à America Latina. De forte expressão índia e longos cabelos negros, logo começou a ser chamada de La negra, que a acompanha até os dias de hoje. Ousada, não se permitiu ficar à margem da realidade argentina e do continente. Ao lados de seus discos, que privilegiavam o folclore e compositores mais modernos, assumiu a defesa intransigente pelos Direitos Humanos e por justiça social. Exilada (1979), percorreu o mundo. Sua arte transcende os limites geográficos. Muito antes de ser conhecida e reconhecida, foi capaz de olhar para os movimentos musicais que estavam gerando o novo nas Américas. E somente ela seria capaz de avançar, com seu timbre e personalidade, e trazer para o seu repertório expressivos roqueiros do Prata e muito da música popular brasileira, em especial Chico Buarque e Milton Nascimento. Quem ouviu, jmais esquecerá &#8221;Volver a los 17&#8243; de Violeta Parra, no magnífico <em>Geraes</em> (1976) em dueto com Milton e quem ouvir, jamais esquecerá. Ou ainda, em especial para quem for a Buenos Aires e encontrar, <em>Corazón Americano</em> (1985) com Milton, León Gieco e com a participação de Gustavo Santaolalla. Gustavo foi produtor de León durante aos, e hoje, além de Oscar de melhor música, é lider do grupo Bajofondo, dos principais do momento no mundo. também, e somente ela, poderia gravar um disco com canções de Charly Garcia &#8211; <em>Alta Fidelidad</em> (1997), cuja capa ilustra o texto. E dar vida à <em>Misa Criolla</em> de Ariel Ramirez e <em>Navidad Nuestra</em> parceria de Ariel com Felix Luna em 2000. Incansável em seus 73 anos, chega a Porto Alegre para se apresentar hoje no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Apresentação única, com repertório novo, de seu último registro, <em>Corazón</em> <em>Libre</em> (2005) e com as consagradas canções que a tornaram ícone em qualquer terra onde pisa. Uma noite inesquecível para os porto-alegrenses. Uma noite para ficar na memória para todo o sempre. Mercedes Sosa, siempre. Basta ouvi-la. Quem quiser saber mais, visite <a href="http://www.mercedessosa.com.ar">www.mercedessosa.com.ar</a> </p>
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		<title>Chile, 11 de setembro de 1973</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 01:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Allende]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<description><![CDATA[Estrelas opacas foram sustentadas por ombros forjados para a guerra. Espalharam-se pelo continente sul-americano, em especial nos países do Cone Sul. No Brasil, que passara pela Legalidade em 1961, a Constituição foi relegada três anos após. Pouco menos de uma década depois, o Chile, que introduzia na América do Sul o governo solialista de Salvador Allende, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=103&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estrelas opacas foram sustentadas por ombros forjados para a guerra. Espalharam-se pelo continente sul-americano, em especial nos países do Cone Sul. No Brasil, que passara pela Legalidade em 1961, a Constituição foi relegada três anos após. Pouco menos de uma década depois, o Chile, que introduzia na América do Sul o governo solialista de Salvador Allende, sofria terrível golpe. O quase fim do inverno chileno foi bombardeado por tropas militares que destituíram do governo o seu presidente legitimamente eleito. O Palácio de La Moneda conheceu a força e o efeito dos explosivos de Exército e da Força Aérea Chilenas de forma impiedosa. Não apenas a sede do governo foi destruída, símbolo maior da legitimidade de então, mas preciosas peças históricas ali preservadas. Entre elas, a ata da Independência do Chile datada de 1818. Com a morte do presidente Allende, eleito por forças de esquerda denominada Unidad Popular, o general Augusto Pinochet assumiu o posto de ditador de uma das mais severas e cruéis ditaduras vividas nas Américas. A experiência anterior, permitiu que forças sindicais, trabalhadores, artistas e população estivessem ao lado de um novo horizonte para o país. Nomes do meio artístico, como Victor Jara, Inti Illimani, Quilapayun, Patricio Manns, Angel e Isabel Parra, ambos filhos de Violeta Parra, entre outros, se engajaram na luta para elegerem Allende. Eleito, em 1970, sofreu as conseqüências de tentar realizar um governo aberto e democrático. Detentor do poder político, não conheceu nem de perto as possibilidades de desenvolver suas políticas avançadas por falta de apoio econômico. Conspirações se sucederam, com a participação efetiva de norte-americanos, e em questão de pouco tempo as estrelas deixaram de brilhar no céu para se tornarem opacas em uniformes que respiravam o autoritarismo. O período que antecedeu Allende e o que por ele foi construído, teve em sua gênese a criação artística como ponta principal. Qualquer que fosse a expressão, lá estavam Victor Jara, fazendo teatro e canções populares, Inti Illimani e Quilapayun, mesclando os sopros andinos e do folclore com temas sociais, o trovador Patricio Manns, a Peña dos irmãos Parra, a bailarina inglesa Joan Jara, esposa de Victor, todos buscando um Chile diferente. Ninguém, até os dias de hoje, expressou com tanta sensibilidade e contundência, as agruras, os sofrimentos e as esperanças do homem comum como Victor Jara. Símbolo da Unidad Popular, foi dos primeiros a ser preso e desaparecido. Mais tarde, confirmado o seu assassinato, possivelmente no Estádio Nacional, onde milhares de presos sofreram as torturas promovidas pelos homens das estrelas opacas. Após 1973, o Chile mergulhou em dor profunda e modificações estruturais sentidas nos dias de hoje. Ainda que o fim da era Pinochet tenha acontecido em 1988, as seqüelas são imortais. Por mais que desejem que esqueçam, jamais será esquecido o período de terror passado por países como Chile, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, por exemplo. Victor não sentiu o exílio em sua alma, mas os que lá viveram sabem o seu significado. As canções de Isabel Parra e de seu irmão Angel são lamentos emocionantes assim como os tons entristecidos das quenas e dos charangos do Inti e do Quilapayun, que à epoca do golpe, excurcionavam pela Europa e no velho Continente ficaram. O Chile hoje está mudado. As novas gerações pouco sabem do passado. A economia é a que atravessa a América e faz aumentar os número de excluídos sociais, por mais que estatísticas digam o contrário. Basta visitar e caminhar por qualquer cidade de um dos países do Cone Sul. Mas, também, ainda existe quem acredita em um mundo melhor, mais justo, mais equilibrado, menos dependente das grandes potências. As edições do Fórum Social Mundial realizadas em Porto Alegre mostraram a vontade e a determinação de mudanças na ordem política, econômica e social, através do voto legítimo dos povos. Por mais que desejem que esqueçam o que passou, é impossível deixar para trás marcas profundas que escureceram nossas terras. Como aconteceu em 11 de setembro de 1973 em Santiago do Chile. E como aconteceu em 11 de setembro de 2001 em Nova York. Um basta à violência é urgente para a vida sobreviver e poder contar a verdadeira história para quem chegar mais tarde. Sem esquecimentos e sem revanchismos. (Abaixo, capa de disco de Victor Jara e de encarte de Coletânea do Inti Illimani. Quem quiser assistir um filme sobre o golpe chileno, <em>Chove sobre Santiago </em>é a sugestão. Com direção de Helvio Soto, tem a trilha composta por Astor Piazzolla. Quem estiver a fim de conhecer a obra de Victor vá em <a href="http://www.victorjara.cl">www.victorjara.cl</a> ou <a href="http://www.victorjara.org">www.victorjara.org</a>, ou leia o livro <em>Victor, un canto inconcluso</em> de Joan Jara, o Inti tem a sua página: <a href="http://www.inti-illimani.cl">www.inti-illimani.cl</a> Ou, simplesmente, digite seus nomes no Google.</p>
<div id="attachment_106" class="wp-caption alignright" style="width: 309px"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar00041.jpg"><img class="size-medium wp-image-106" title="Victor Jara e Inti Illimani" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar00041.jpg?w=299&#038;h=300" alt="Luis Poirot." width="299" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução. Foto: Luís Poirot.</p></div>
<div id="attachment_104" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar0003.jpg"><img class="size-medium wp-image-104" title="Victor Jara" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/digitalizar0003.jpg?w=300&#038;h=297" alt="Página/12" width="300" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução: Página/12</p></div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fernandorozano.wordpress.com/103/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fernandorozano.wordpress.com/103/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandorozano.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandorozano.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandorozano.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandorozano.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandorozano.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandorozano.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandorozano.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandorozano.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandorozano.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandorozano.wordpress.com/103/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=103&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pedaço da Europa no sul do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 01:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rozano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destino]]></category>
		<category><![CDATA[Bento Gonçalves]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale dos Vinhedos]]></category>
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		<description><![CDATA[Típica região de colonização italiana, esta parte da serra do Rio Grande do Sul é a maior produtora de vinhos do País. Rica em suas culturas, as presenças de imigrantes oriundos do Velho Mundo deram novas cores ao estado mais meridional do Brasil. Ao desembarcarem vindos de suas distantes cidades, os italianos trouxeram na bagagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandorozano.wordpress.com&blog=4193244&post=101&subd=fernandorozano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/dsc05164-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-100" src="http://fernandorozano.files.wordpress.com/2008/09/dsc05164-1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves/RS." width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves/RS.</p></div>
<p>Típica região de colonização italiana, esta parte da serra do Rio Grande do Sul é a maior produtora de vinhos do País. Rica em suas culturas, as presenças de imigrantes oriundos do Velho Mundo deram novas cores ao estado mais meridional do Brasil. Ao desembarcarem vindos de suas distantes cidades, os italianos trouxeram na bagagem mudas de videiras. Exímios e talentosos produtores de vinho, souberam transformar as íngrimes escostas serranas em terras ricas e coloridas. Desde a segunda metade do século dezoito, Bento Gonçalves e arredores, como Nova Milano, Monte Belo, Garibaldi, Carlos Barbosa, por exemplo, aos poucos se transformou em verdadeiro pólo vinícola. Mais do que produzir vinhos de reconhecida qualidade, inclusive em nível mundial, percorrer os seus caminho é viajar no tempo. Construções ainda em perfeito estado de conservação, são museus abertos a quem por lá passa, graças à preservação do patrimônio arquitetônico e mesmo interiores com seus móveis originais em muitas das suas casas. O Vale não se resume apenas à produção de vinho, também há intensa movimentação de espumantes, em especial na pequena e simpática Garibaldi, sucos de uva, e uma gastronomia inigualável. Pouco mais de cem quilômetros ou uma hora de quarenta minutos separam Bento Gonçalves de Porto Alegre. Local que conta com boa rede hoteleira, também é bom lembrar que muitas vinícolas possuem posadas à espera de visitantes. Pôr em sua agenda uma passagem pelo Vale dos Vinhedos é estar em um pedaço europeu em solo gaúcho. Qualquer estação do ano é receptiva, porém é no outono em que as cores das mais diversas variedades de videiras ganham colorido especial e a terra aparece em belos recortes.</p>
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