Woodstock: os dias em que um outro mundo foi possível Agosto 15, 2009
Posted by Fernando Rozano in Música.Tags: Cazuza, Hendrix, paz, Young
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Cazuza tem razão: o tempo não para. Não parou passadas décadas do maior festival de música já realizado em todos os tempos. Woodstock parece 1968: não acaba nunca. Sempre há o que ler. Sempre há o que ouvir. A despedida dos anos sessenta foram em agosto de 69. Três dias. Apenas três foram o suficiente para a história marcar a ferro quente em suas páginas os dias vividos em Bethel, Estado de Nova York. Os Estados Unidos ferviam. O Vietnã abria cada vez mais suas feridas. Dividia o país. Repugnava os mais conscientes. Era o auge da contracultura. Da era de Aquarius, dos hippies. A ideologia da paz, nunca alcançada. Naquelas 65 horas de vida, o festival celebrou um novo mundo. 500 mil pessoas testemunharam e protagonizaram o que estudos antropológicos e sociológicos ainda não esclareceram. Talvez nunca o façam. Quem lá não esteve jamais esquecerá. Mesmo os que estiveram 40 anos depois não souberam e não conseguiram dizer o que realmente aconteceu. Impossível. Basta assistir o documentário assinado por Michel Wadleigh. E o que parecia ser apenas a reunião de grandes nomes da música da época, se transformou em um marco inesquecível. Quem ainda não assistiu Woodstock, em especial os mais jovens, não espere mais tempo. Vá a alguma locadora urgente. Pegue e assista. Uma, duas, três vezes. Não importam quantas, mas veja. Sinta Richie Havens e os seu magnífico “Freedom”, logo na abertura. Deixe-se levar pelos hinos à paz na voz Joaz Baez, John Sebastian ou Country Joe McDonald, a performance mágica de Joe Cocker em “With a little help from my fiends” da lavra Lennon&McCartney, a hipnose pela guitarra de Jimi Hendrix, o arrebatamento do desconhecido Carlos Santana, a doçura harmônica de Crosby, Stills, Nash &Young. Mais de 20 artistas passaram pelo palco, enfrentaram o clima, encantaram a multidão pacífica, acreditavam em um novo estilo de vida. O tempo não parou, os anos que vieram trouxeram Afeganistão, Iraque…Hoje, quem sabe novos ventos soprem de novo. Uma nova geração que olha o mundo com outros olhos. Não são olhos de Woodstock, mas são olhos que querem mais que sonhar, realizar a paz.
Woodstock…
tinha meia duzia de anos quando ocorreu!
É certo que não o presenciei, nem o vivi, mas sinto que está enraízado na essencia da minha geração…
Vou seguir a tua sugestão e deixar-me levar por este tema vivo…
As gerações sempre trazem as chaves necessárias para as mudanças…falar de liberdade é quase sempre falar de mudança…
seria bom que falar de liberdade fossse já falar de paz….
tenho esperanças, ainda para mais quando existem pessoas com um
Rock ‘n’ Roll Heart
Inspirador tanto este evento, Woodstok, como o texto e tudo o mais…merci Rozano.
Abraço!