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O universal Al Di Meola Maio 2, 2009

Posted by Fernando Rozano in Música.
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Um passeio pela genial Di Meola. Foto: Darryl Pitt/Retna

Um passeio pelo genial Di Meola. Foto: Darryl Pitt/Retna

Talvez, ao ler o seu nome você possa pensar em um personagem de Francis Ford Coppola em O poderoso chefão. Não passa nem perto. Ele está entre os instrumentistas e compositores modernos, por certo, considerados de primeiro time. Titularíssimo. Dono de exuberante técnica e virtuosismo, sua sensibilidade nos arranjos e interpretações de seus temas ou os de outras assinaturas o tornam diferenciado neste universo da chamada world music. Filho de italianos nascido em Jersey City na América do Norte em 1954, a influência dos jazzistas foi determinante para a sua carreira. A começar por Chick Corea e Larry Coryell. E foi justamente no então grupo de Corea, o Return To Forever – atenção: a Columbia e Sony&BMG estão relançando discos do Return e um ao vivo de 2008 simplesmente maravilhoso -que, aos 19 anos, Meola dava seus primeiros passos na música e no jazz. Sua característica principal era, e continua sendo, a velocidade com que realiza solos de guitarra, seu instrumento preferencial, a ponto de fazer com que o público de rock o adorasse e fizesse subir as vendas de discos como “Where have I know you befora” e “Romantic Warrior”. O reconhecimento de seu talento como guitarrista o levou a gravar, em 1976, seu primeiro trabalho solo: “Land of The Midnight Sun”. Então, já alternando a guitarra com o violão, iniciou os anos noventa com a classificação de músico de world music. Uma das razões, certamente, foi a gravação do fabuloso “Di Meola Plays Piazzolla” de 1996, com leituras criativas e modernas ao já moderno tango fusion do mestre platino. No mesmo ano, com os consagrados Paco De Lucia e John McLaughlin gravou mais um disco como The Guitar Trio, cujo sucesso iniciara em 1981 com o clássico e extraordinário “Friday Night In San Francisco”, que em seu repertório composição de Egberto Gismonti(fiquem atentos: há pouco a Columbia relançou esta obra-prima, reiteramos). E tocou também com Jean-Luc Ponty e seu violino elétrico mágico, que esteve anos na Mahavishnu Orchestra – pois, estão sendo relançadas caixas com seus discos, e também de outro de seus maiúsculos integrantes, o baixista Stanley Clarke. Um momento de pura magia ouvir cada um desses cds.

No início de 2000, chegou “Al Di Meola Anthology”. Um belo apanhado, em cd duplo, de sua obra, mostrando toda a sua versatilidade como instrumentista, sempre acompanhado de grandes outros músicos do calibre de Jaco Pastorius, Lenny White, Steve Gadd e, inclusive, Phill Collins. Um disco essencial e maiúsculo. São 20 performances inesquecíveis. Sempre, em algum momento, os grandes instrumentistas se encontram, gravam juntos, deixam registros memoráveis e seguem seus caminhos. Cabe a cada um de nós a atenção ao que o mercado oferece. Indispensável em sua discoteca.

Comentários»

1. mariis - Maio 4, 2009

Concordo!!
Indespensavel o som de Al Di Meola, é um previlégio ouvi-lo e faz bem á saúde :-) ) Obrigada por lembrares com estas atractivas palavras e descrições, vou ouvir!
Abraço Rozano, e que venha a música!