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Solitários: uma fotografia Julho 26, 2008

Posted by Fernando Rozano in Fotografia.
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maio/2006. Peulla/Chile.

Foto:fevereiro/2006. Peulla/Chile.

Dois barcos encalhados na vegetação – mallín – do Lago Todos los Santos, no pequeno pueblo de Peulla, Chile, fronteira com a Argentina. Parada obrigatória para quem atravessa os lagos andinos, o verão é cáustico no vale formado dentro do maciço que é a Cordilheira dos Andes. Em janeiro e fevereiro o calor e a sensação térmica alcançam quase 50º e mesmo com a água da neve nos picos mais altos das montanhas sendo derretida, não é o suficiente para deixar os extremos do lago cheios. É comum encontrar barcos “abandonados” nessas pontas tristes em que o olhar repousa à espera de um pouco de sombra. Mais adiante, o rumo é Bariloche. No inverno, a paisagem muda, a neve e o frio são presenças que alteram as retinas e os caminhos. Viagem inesquecível, em qualquer estação. Esta foto estará na edição 143 da revista Fotografe Melhor, na seção Revele-se, uma excelente publicação sobre fotografia. Leia sem medo.

Fernando Rozano

Ainda um lugar inesquecível Julho 25, 2008

Posted by Fernando Rozano in Destino.
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Jan/2007. Patagônia chilena.

Foto:Jan/2007. Patagônia chilena.

Mesmo com as permanentes variações climáticas que sofrem as regiões mais ao sul das Américas, a paisagem de beleza permanece como um alento. As visíveis conseqüências do degelo e suas marcas ainda não apagaram, para quem chega ao Parque Nacional Torres del Paine, lado chileno, o outro lado é Argentina e é o Parque Nacional Los Glaciares, onde está o Glaciar Perito Moreno, a paz que o lugar transmite. Da exuberante natureza, os contrastes ao longo de sua extensão podem ser vividos em toda a sua magnitude. A fauna e a flora resistem e é comum, ao passar por suas estradas muitas vezes de chão batido, para a preservação do habitat, encontrar rebanhos de jovens guanacos ou então parar em um dos seus tantos lagos e admirar os Andes e sua neve eterna. Patagônia, um lugar a ser conhecido por tudo o que representa para vida e não apenas por ser atração turística.  Vá enquanto existe. Os olhos jamais irão esquecer.

Fernando Rozano.

Jorge Drexler em Porto Alegre Julho 20, 2008

Posted by Fernando Rozano in Música.
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Matilde Campodónico

Reprodução. Foto:Matilde Campodónico

A presença do uruguaio Jorge Drexler é a principal atração da programação do 3º Festival de Inverno de Porto Alegre. Inserida no calendário da capital gaúcha, as atividades oferecem várias possibilidades de o público escolher entre música e literatura, por exemplo. Entre os músicos, cantores, instrumentistas e grupos convidados, o destaque fica por conta de Drexler. Dono de uma estátueta do Oscar de melhor canção com “Al otro lado del río” do filme Diários de uma motocicleta, cuja trilha foi composta pelo platino Gustavo Santaolalla, o cantor e compositor chega com novo disco às costas. Em Cara B é mais ousado, embora continue se valendo quase de um minimalismo para expressar seu talento. Ruídos e sons diversos captados de qualquer lugar, do mais inesperados aos mais simples, se introduzem às harmonias criadas ou que recebem arranjos do autor. Assim, é possível conhecer o que faz em milongas de Alfredo Zitarrosa ou acompanhado por Arnaldo Antunes. A diversidade com que transita é uma das suas características. Parceiro musical e amigo do gaúcho de Pelotas, Vitor Ramil, seu convidado nas apresentações porto-alegrenses de domingo e segunda-feira, Jorge Drexle, contudo, não se considera um grande cantor. Em entrevista publicada pelo jornal Zero Hora de sábado em seu Segundo Caderno, ele confessa: “Minha voz é pequena, mas não necessariamente má.” No repertório que apresentará às platéias, canções de Cara B e de outros discos como  Sea, Eco, 12 segundos de obscuridad e outras novidades. Show de qualidade, sem dúvida.

Se quiser ouvir/ver Drexler, entre, via Google, no www.youtube.com ou digite Jorge Drexler e escolha as canções que estão lá, como a vencedora do Oscar, ou uma intepretação com Paulinho Moska e em outras interpretações, inclusive de Cara B.

Fernando Rozano

Um livro, um filme, uma trilha Julho 15, 2008

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Na natureza selvagem ou Into the wind são três momentos da vida Christopher Johnson McCandless, desaparecido no início dos anos noventa. A história é real. Narrada por Jon Krakauer, autor de No ar rarefeito, o destino do jovem que crescera em um bairro rico de Washington D.C. é pesquisado à exaustão. Jornalista por ofício, Krakauer cerca a vida Chris desde o período em que abandona a sua casa e vai viver como mais um dos tanto solitários à margem da sociedade convencional americana até marcar encontro com a morte no Alaska. Mais que relatar ou tentar descobrir o que aconteceu, o escritor de Sobre homens e montanhas revela como é o mundo em que vivem pessoas que, por opção ou não, sobrevivem excluídos do “statu quo”. A trajetória de conflitos do personagem são, em síntese, os conflitos do ser humano cujo sonho maior continua sendo a liberdade. Editado pela Cia das Letras, Na natureza selvagem ganha maior intensidade pelo filme dirigido por Sean Penn (ator de “21 Gramas”) e pela extraordinária interpretação de Emile Hirsch. Penn procurou ser o mais fiel possível à realidade vivida por McCandless e o texto de Krakauer. Realizou um trabalho de fôlego e sensibilidade, reflexivo. A trilha sonora foi composta pelo Pearl Jam Eddie Vedder. É magnífica e possui vida própria. Em geral, a relação entre literatura e cinema rende – e rendeu – milhares de filmes. Nem todos de qualidade ou fiéis a obra roteirizada. Aqui, em Into the wind, muitos pontos comuns são preservados. Porém, se desejar, leia o livro primeiro. (Fotos capa/encarte:Chuck Zlotrick & François Duhamel.)

Fernando Rozano

Tempos modernos ? Julho 11, 2008

Posted by Fernando Rozano in Uncategorized.
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janeiro de 2007.

Foto: jan/2007. Detalhe do Glaciar Perito Moreno.

A ruptura e queda de significativa massa de gelo do Glaciar Perito Moreno, Argentina, continua notícia. Pressão natural da água feita no dique formado na geleira ou aquecimento global? Enquanto cientistas discutem ambas possibilidades, a verdade é que, nos últimos anos, o degelo das regiões sul da América Latina é uma realidade sem volta. A acelerada modificação dos habitats da Terra do Fogo e da Patagônia, transformando-as em pólo turístico, está decretando o “aquecimento” da economia e a morte já não tão lenta dos seus recursos naturais. Assim caminha a humanidade.

Fernando Rozano